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Empresas e eletropostos

Quanto custa um eletroposto: investimento, operação e retorno

Do carregador à conexão com a rede, das obras ao software: veja tudo que entra no custo de um eletroposto, o que define a receita e como montar um estudo de viabilidade sério.

Por Equipe editorial · Atualizado em 28 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Montar um eletroposto pode ser um bom negócio ou um equipamento caro parado. A diferença quase nunca está no carregador. Está na localização, na conexão com a rede e na taxa de ocupação. Este guia não traz preços fechados, porque eles variam muito por projeto. Ele mostra todos os componentes que um estudo sério precisa ter.

Investimento inicial (CAPEX)

1. Equipamentos

Tipo Potência típica Uso Peso no investimento
AC 7 a 22 kW parada longa (hotel, shopping, estacionamento) baixo por ponto
DC de média potência 30 a 60 kW parada de 30 min a 1 h médio a alto
DC de alta potência 120 kW ou mais rodovias, parada curta alto

Considere também: número de conectores (um carregador pode atender dois carros, mas dividir potência), tipos de conector (CCS2, Tipo 2), tela e meios de pagamento integrados e robustez para área externa.

2. Conexão com a rede

Em carregadores DC, a conexão elétrica costuma ser um dos maiores custos e o maior risco de prazo:

  • dependendo da potência total, pode ser preciso atendimento em média tensão, com subestação ou transformador próprio;
  • a solicitação à distribuidora segue prazos e procedimentos dela e pode exigir obras na rede;
  • a demanda contratada em média tensão também gera custo fixo mensal.

Consultar a distribuidora cedo, antes de fechar o ponto, evita surpresas.

3. Obras civis e infraestrutura

  • bases e fixação dos carregadores;
  • proteção contra colisão (balizadores);
  • cobertura, iluminação e sinalização;
  • acessibilidade das vagas;
  • drenagem e eletrodutos enterrados.

4. Projeto e documentação

Projeto elétrico conforme ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 17019, ART e eventuais licenças municipais e exigências do corpo de bombeiros.

Custos de operação (OPEX)

  • Energia: consumo (kWh) e, em média tensão, demanda contratada (kW), que é cobrada mesmo sem uso. A modalidade tarifária (por exemplo, horo-sazonal) muda muito o resultado.
  • Software de gestão e meios de pagamento: mensalidade e/ou taxa por transação.
  • Manutenção preventiva e corretiva: carregador parado é cliente perdido e avaliação ruim no app.
  • Conectividade (chip 4G ou internet), seguro e suporte ao usuário.
  • Aluguel ou parceria com o dono do terreno, se for o caso.

O que define a receita

  • Localização: fluxo de veículos elétricos, rota de viagem, tempo de parada.
  • Ocupação: horas por dia em que o carregador está realmente carregando. É a variável que mais pesa.
  • Preço: por kWh, por tempo ou combinado. Cobrar por tempo de ocupação depois do fim da recarga ajuda a liberar a vaga.
  • Receitas indiretas: clientes que consomem no estabelecimento enquanto carregam.
  • Visibilidade nos apps de recarga e avaliações dos usuários.

A conta da viabilidade, simplificada

Margem bruta mensal = kWh vendidos × (preço de venda − custo da energia) − custos fixos mensais

Onde:

  • kWh vendidos = potência média entregue × horas ocupadas por dia × 30;
  • custos fixos = demanda contratada, software, manutenção, aluguel, conectividade.

O retorno vem de comparar essa margem com o investimento inicial. Teste cenários pessimistas de ocupação: nos primeiros meses ela costuma ser baixa e cresce com a frota de elétricos da região.

Erros comuns

  • Escolher o ponto pela disponibilidade do terreno, e não pelo fluxo de veículos.
  • Subestimar o prazo da distribuidora.
  • Esquecer a demanda contratada no fluxo de caixa.
  • Não prever manutenção e suporte, gerando carregador parado.
  • Instalar potência alta onde as pessoas ficam horas paradas, quando AC bastaria.

Regulação

A recarga de veículos elétricos é tratada na Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021, que permite a exploração da atividade com preços livremente negociados. Questões tributárias, contratuais e de licenciamento devem ser avaliadas com assessoria especializada.

Perguntas frequentes

AC ou DC para o meu negócio?

Se o cliente fica horas (hotel, shopping, estacionamento), AC costuma ter melhor retorno. Se a parada é curta (rodovia, conveniência), o cliente espera DC. Veja carregamento AC e DC.

Posso começar pequeno?

Sim. Uma estratégia comum é preparar a infraestrutura para expansão e começar com poucos pontos, ampliando conforme a ocupação cresce.

Estacionamento pode cobrar pela recarga?

Pode ser um serviço adicional, com medição e software adequados. Veja estacionamentos.

Resumo

O custo de um eletroposto vai muito além do carregador: conexão com a rede, obras, demanda contratada, software e manutenção pesam tanto quanto. E o retorno depende sobretudo de localização e ocupação. Reúna endereço, número de pontos pretendido e expectativa de público e solicite uma avaliação com uma empresa parceira, ou veja a página de eletropostos.

Conteúdo informativo — não substitui avaliação de profissional habilitado no local.

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